Imagem: ESTADÃO CONTEÚDO
O Brasileiro da Série B terá times com torcidas de peso —Vasco, Cruzeiro, Grêmio, Bahia— justamente no ano em que negociará um novo contrato de direitos. Atualmente, a Segundona tem um acordo que representa pouco mais de 10% dos valores pagos pela Série A. O problema é que esses times podem não fazer parte do acordo por manterem os pay-per-view, o que dificulta um acordo melhor.
Ao contrário do que ocorre com a elite, a Série B tem um acordo coletivo feito pela CBF e por todos os clubes para venda dos direitos para a Globo. Esse contrato é válido até 2022. A confederação e representantes de clubes já discutiram como farão a nova negociação, mas ainda não houve avançou.
Em 2018, primeiro ano do contrato, o valor integral era de R$ 180 milhões. Houve reajustes, mas o montante ultrapassa pouco mais de R$ 200 milhões. A CBF fica com um percentual deste total, e há uma parte destinada a despesas.
O Brasileiro da Série A vale em torno de R$ 1,6 bilhão a 1,7 bilhão, considerando TV Fechada, Aberta e pay-per-view. Nas conversas iniciais da liga, houve conversas para negociação conjunta dos direitos. Mas há um descasamento entre os direitos dos dois campeonatos, os acordos da Série A vão até 2024 e os da Série A só até o próximo ano.
Um dos motivos da desvalorização do contrato da Série B é que os clubes grandes que caem não participam de fato do acordo. Há uma opção a ser feita: aderir aos termos da negociação coletiva ou manter os valores de pay-per-view previstos no contrato da Série A. E a segunda alternativa é mais vantajosa financeiramente para clubes com grande torcida. Há uma lógica neste mecanismo porque a Segundona também têm seus jogos exibidos no Premiere da Globo.
Clubes como Cruzeiro e Vasco mantiveram essa parte de seus acordos da Série A. O Grêmio certamente fará o mesmo já que tem uma garantia mínima de ppv, o que poucos clubes possuem. Ou seja, o valor que terá a receber será bem superior à cota igualitária da Série B.
Sem a participação dos grandes na negociação, até porque esses querem ficar um ano e sair, os direitos da Série B perdem valor. Afinal, seus ativos mais atraentes estão no pacote, mas não na mesa de negociação. Um veículo, fora a Globo, que queira comprar os direitos teria de oferecer aos times grandes pelo menos o que ganham no ppv. E isso geraria desigualdade.
É essa questão que será posta na próxima negociação. Por um lado, a CBF quer se manter nessa negociação dos direitos da Série B. Por outro, há a possibilidade de adesão à liga se esta avançar. Certo é que, para aumentar seus direitos, os clubes da Segundona terão de desatar o nó da presença de times de grande torcida.
#gremio #imortal #tricolor #serieb #contratos
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Em 2018, primeiro ano do contrato, o valor integral era de R$ 180 milhões. Houve reajustes, mas o montante ultrapassa pouco mais de R$ 200 milhões. A CBF fica com um percentual deste total, e há uma parte destinada a despesas.
O Brasileiro da Série A vale em torno de R$ 1,6 bilhão a 1,7 bilhão, considerando TV Fechada, Aberta e pay-per-view. Nas conversas iniciais da liga, houve conversas para negociação conjunta dos direitos. Mas há um descasamento entre os direitos dos dois campeonatos, os acordos da Série A vão até 2024 e os da Série A só até o próximo ano.
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É essa questão que será posta na próxima negociação. Por um lado, a CBF quer se manter nessa negociação dos direitos da Série B. Por outro, há a possibilidade de adesão à liga se esta avançar. Certo é que, para aumentar seus direitos, os clubes da Segundona terão de desatar o nó da presença de times de grande torcida.
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