Imagem: AFP PHOTO / JUAN MABROMATA
Há quatro anos, o Grêmio vivia a glória. Com os gols de Fernandinho e Luan, batia o Lanús na Argentina, e conquistava o tricampeonato da Libertadores. A vibração que tomava o povo gremista, porém, se desfez. Ontem (9), a equipe caiu para a Série B pela terceira vez em sua história num despencar vertiginoso e rápido, do topo ao subsolo.
A taça que desfilou pelas ruas de Porto Alegre ao som de "um minuto de silêncio para o Inter que está morto" carimbou passaporte para o Mundial de Clubes. Na final, o Tricolor encarou o poderoso Real Madrid e perdeu por 1 a 0, gol de Cristiano Ronaldo.
O desempenho, porém, manteve-se alto nos anos seguintes com títulos de Recopa e Estaduais.
Mas, aos poucos, a conexão com aquele futebol e aquele grupo se esvaíram. O time conhecido pela posse de bola qualificada, a construção ofensiva, por buscar o ataque jogando como local ou visitante —tanto que venceu os dois jogos da decisão— se perdeu. A identidade proposta por Renato Gaúcho já não guiava o Grêmio há algum tempo.
Expoentes da equipe também foram tomando destinos diferentes. Ramiro, Luan, Grohe, Edilson, Fernandinho, Maicon, Arthur, Jailson, um por um foram embora.
Dos 18 jogadores que participaram do jogo de volta da final, apenas Geromel e Cortez seguem no clube. Kannemann, que estava suspenso e deu lugar a Bressan no jogo de volta, é outro que segue vestindo azul, branco e preto. Todos os demais, titulares ou reservas, já não atuam mais na equipe da Arena.
E as mudanças que podem explicar a perda de identidade não ficaram só no campo. O Grêmio mudou treinador, departamento de futebol, executivo, preparador de goleiros, preparador físico, assessoria de imprensa, nutrição, fisiologia, departamento médico, entre os mais diversos setores que passaram por reformulação. Nos gabinetes os nomes mais relevantes que seguem são Romildo Bolzan Júnior, o presidente, e Carlos Amodeu, o CEO.
Ainda que tenha vencido o Atlético-MG, ontem (9), o passaporte gremista mais uma vez foi carimbado. Ao invés dos Emirados Árabes Unidos, o destino dessa vez pode ser Maceió, Ponta Grossa, Tombos, Novo Horizonte, Campinas, entre outros municípios que aparecerão no calendário da segunda divisão.
#gremio #imortal #tricolor #libertadores #brasileirao
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Mas, aos poucos, a conexão com aquele futebol e aquele grupo se esvaíram. O time conhecido pela posse de bola qualificada, a construção ofensiva, por buscar o ataque jogando como local ou visitante —tanto que venceu os dois jogos da decisão— se perdeu. A identidade proposta por Renato Gaúcho já não guiava o Grêmio há algum tempo.
Expoentes da equipe também foram tomando destinos diferentes. Ramiro, Luan, Grohe, Edilson, Fernandinho, Maicon, Arthur, Jailson, um por um foram embora.
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E as mudanças que podem explicar a perda de identidade não ficaram só no campo. O Grêmio mudou treinador, departamento de futebol, executivo, preparador de goleiros, preparador físico, assessoria de imprensa, nutrição, fisiologia, departamento médico, entre os mais diversos setores que passaram por reformulação. Nos gabinetes os nomes mais relevantes que seguem são Romildo Bolzan Júnior, o presidente, e Carlos Amodeu, o CEO.
Ainda que tenha vencido o Atlético-MG, ontem (9), o passaporte gremista mais uma vez foi carimbado. Ao invés dos Emirados Árabes Unidos, o destino dessa vez pode ser Maceió, Ponta Grossa, Tombos, Novo Horizonte, Campinas, entre outros municípios que aparecerão no calendário da segunda divisão.
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