Com terceira queda, Grêmio só não supera rebaixamentos do Vasco entre os grandes
Tricolor fica atrás apenas do time carioca, com quatro, na lista de descensos para a Série B entre os clubes do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul
Pela terceira vez em sua história, o Grêmio está rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Assim como em 1991 e 2004, o time gaúcho terá a meta de retornar à elite no ano que vem. Entre os 12 maiores clubes do Brasil, a marca negativa só não supera a do Vasco, que caiu quatro vezes.
A queda gremista foi decretada nesta quinta-feira, na 38ª rodada, mesmo com vitória por 4 a 3 diante do Atlético-MG. O Tricolor precisava contar com derrotas de Bahia e Juventude para escapar da degola – o time baiano até perdeu para o Fortaleza, mas o de Caxias do Sul superou o Corinthians e garantiu sua permanência na elite.
O chamado G-12 do futebol nacional reúne as quatro principais equipes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) e do Rio (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), além dos dois de Porto Alegre (Grêmio e Inter) e Belo Horizonte (Atlético-MG e Cruzeiro).
Em 2021, também estão confirmados os descensos de Bahia, Chapecoense e Sport. O time pernambucano juntou-se a América-MG, Goiás, Vitória e Coritiba no topo do ranking entre todas as equipes. Estes cinco clubes já foram rebaixados seis vezes.
Ranking de rebaixamentos para a Série B:
Seis rebaixamentos
América-MG (1993, 1998, 2001, 2011, 2016 e 2018)
Coritiba (1989, 1993, 2005, 2009, 2017 e 2020)
Goiás (1982*, 1993, 1998, 2010, 2015 e 2020)
Sport (1989, 2001, 2009, 2012, 2018 e 2021)
Vitória (1982*, 1991, 2004, 2010, 2014 e 2018)
Cinco rebaixamentos
Santa Cruz (1988, 1993, 2001, 2006 e 2016)
Quatro rebaixamentos
Avaí (2011, 2015, 2017 e 2019)
Bahia (1997, 2003, 2014 e 2021)
Criciúma (1988, 1997, 2004 e 2014)
Fortaleza (1983*, 1993, 2003 e 2006)
Vasco (2008, 2013, 2015 e 2020)
Três rebaixamentos
América-RN (1982*, 1998 e 2007)
Athletico-PR (1989, 1993 e 2011)
Botafogo (2002, 2014 e 2020)
CSA (1982*, 1983* e 2019)
Figueirense (2008, 2012 e 2016)
Grêmio (1991, 2004 e 2021)
Guarani (1989, 2004 e 2010)
Joinville (1982*, 1983* e 2015)
Náutico (1994, 2009 e 2013)
Paraná (1999*, 2007 e 2018)
Paysandu (1983*, 1995 e 2005)
Ponte Preta (2006, 2013 e 2017)
Portuguesa (2002, 2008 e 2013)
Dois rebaixamentos
Atlético-GO (2012 e 2017)
Botafogo-SP (1999* e 2001)
Bragantino (1996* e 1998)
Ceará (1993 e 2011)
Chapecoense (2019 e 2021)
Desportiva (1982* e 1993)
Ferroviário-CE (1982* e 1983*)
Fluminense (1996* e 1997)
Gama (1999* e 2002)
Juventude (1999* e 2007)
Mixto (1982* e 1983*)
Palmeiras (2002 e 2012)
União São João (1995 e 1997)
Um rebaixamento
América-RJ (1988)
Atlético-MG (2005)
Bangu (1988)
Brasília (1983*)
Brasiliense (2005)
Corinthians (2007)
Cruzeiro (2019)
Galícia (1983*)
Grêmio Prudente (2010)
Internacional (2016)
Internacional-SP (1990)
Ipatinga (2008)
Itabaiana (1982*)
Juventus-SP (1983*)
Moto Club (1983*)
Nacional-AM (1982*)
Remo (1994)
Rio Branco-ES (1983*)
River-PI (1982*)
São Caetano (2006)
São José-SP (1990)
Santo André (2009)
Taguatinga (1982*)
Treze (1983*)
* Os anos de 1982, 1983, 1996 e 1999 possuem especificidades no rebaixamento pelos seguintes motivos:
Nos campeonatos de 1982 e 1983, os times eliminados na primeira fase ou na repescagem eram rebaixados para a Taça de Prata na mesma temporada e jogavam as fases finais da Série B.
Em 1996, Fluminense e Bragantino foram rebaixados no campo. A CBF, porém, por conta das denúncias de um esquema de suborno envolvendo o então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem de Futebol, Ivens Mendes, anulou a queda da dupla.
Em 1999, Botafogo-SP, Gama, Juventude e Paraná foram rebaixados no campo. Na época, o descenso era definido por uma média. Botafogo e Internacional ganharam três e dois pontos, respectivamente, que originalmente eram do São Paulo. A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva ocorreu pela escalação irregular, por parte do time paulista, de Sandro Hiroshi. Com a nova pontuação, a média foi afetada. O Gama, então, entrou na justiça comum e anulou o rebaixamento, na confusão que deu origem à Copa João Havelange em 2000.
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