Foto: Getty Images
A história dos rebaixamentos do Brasileirão tem três casos surpreendentes: Palmeiras 2002, Cruzeiro 2019 e Grêmio 2022. Os três tinham elencos excelentes e os dois primeiros tiveram explicações mais óbvias. O Palmeiras de Marcos, Arce, Zinho, Dodô, Nenê, Fabiano Eller e Leonardo Moura caiu com um turno só. O Cruzeiro de Thiago Neves, Fábio, Dedé e Rodriguinho vivia sua crise institucional mais grave em um século de história. O Grêmio, não.
Seu elenco caro e talentoso produziu folha de pagamento de R$ 15 milhões rigorosamente em dia. Como se fosse num velho programa Silvio Santos, quem ganhou foi a carta, escrita com pedido de desculpas para a torcida e juras de que haverá mudanças.
A crise começa na renovação do contrato de Renato Gaúcho, de relação absolutamente desgastada com parte da diretoria, especialmente o CEO Carlos Amodeo. Normalmente centralizador, Renato fechou-se ainda mais no vestiário por saber que parte da direção criticava seu trabalho. O medo de haver espiões por perto fez Renato se fechar com o grupo. "Todos os processos estão nas mãos dele", explicava o presidente Romildo Bolzan, ao explicar a renovação com o treinador, em fevereiro.
Explicava-se também a renovação pelo fato de jogar a Copa do Brasil e, se perdesse, como perdeu, teria de estrear na Libertadores três dias mais tarde. Os cinco anos primorosos de Renato estavam desgastados e a renovação virou demissão sob críticas públicas de dirigentes. A falta de convicção passou a imperar na direção gremista. Tiago Nunes foi um sucesso em seus primeiros oito jogos, com oito vitórias. No vigésimo, com cinco derrotas e cinco empates, caiu.
Veio Felipão para outros 21 jogos, antes de Vágner Mancini para mais 14. De Renato e seu estilo de posse de bola passou-se a Tiago Nunes com circulação de bola e aceleração perto da grande área. Passou-se a Felipão com marcação em bloco baixo e Vágner Mancini com bloco médio e transição rápida. Não muda só a liderança no vestiário. Muda tudo.
O final do período de Felipão e do diretor Marcos Hermann teve crise, com jogadores como Rafinha, Diego Souza e Douglas Costa querendo mudar a saída de jogo. Não que fosse ideia de jerico, mas não seria Felipão quem faria o time construir como Guardiola, ex-técnico de Rafinha e Douglas Costa. Marcos Hermann chegou a dizer que Felipão ouviu a tudo atentamente e respondeu que a liberdade para tratar bem a bola já existia. Só não queria que houvesse risco nos primeiros passes.
Ainda há, no Centro de Treinamento Luiz de Carvalho, quem acuse a comissão técnica de Scolari -- não o treinador diretamente -- de ter separado os grupos de modo a que os titulares treinassem longe dos demais. Esta seria uma das razões para desmotivar parte dos reservas. Profissionalismo passou longe do elenco, então? Nos primeiros dias de Vágner Mancini, notava-se a balança acima dos 100 quilos quando Diego Souza estava sobre ela.
Jogador de peso que é, Diego Souza foi o artilheiro do time e fez sua parte para livrar o Grêmio do rebaixamento. Dois gols contra o Atlético, gol contra o Corinthians, quatro nas últimas duas partidas, trinta gols na temporada. Diego não é o culpado. O Grêmio é. Bem administrado, superavitário, exemplar do ponto de vista da administração, ficou devendo na supervisão do trabalho do vestiário.
Um elenco com Rafinha, Geromel, Kannemann, Diego Souza, Douglas Costa, Ferreirinha e Borja, com R$ 15 milhões de folha em dia, tinha obrigação de disputar o título. Acabou rebaixado.
#gremio #imortal #tricolor #brasileirao #opiniao #rebaixamento
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Explicava-se também a renovação pelo fato de jogar a Copa do Brasil e, se perdesse, como perdeu, teria de estrear na Libertadores três dias mais tarde. Os cinco anos primorosos de Renato estavam desgastados e a renovação virou demissão sob críticas públicas de dirigentes. A falta de convicção passou a imperar na direção gremista. Tiago Nunes foi um sucesso em seus primeiros oito jogos, com oito vitórias. No vigésimo, com cinco derrotas e cinco empates, caiu.
Veio Felipão para outros 21 jogos, antes de Vágner Mancini para mais 14. De Renato e seu estilo de posse de bola passou-se a Tiago Nunes com circulação de bola e aceleração perto da grande área. Passou-se a Felipão com marcação em bloco baixo e Vágner Mancini com bloco médio e transição rápida. Não muda só a liderança no vestiário. Muda tudo.
O final do período de Felipão e do diretor Marcos Hermann teve crise, com jogadores como Rafinha, Diego Souza e Douglas Costa querendo mudar a saída de jogo. Não que fosse ideia de jerico, mas não seria Felipão quem faria o time construir como Guardiola, ex-técnico de Rafinha e Douglas Costa. Marcos Hermann chegou a dizer que Felipão ouviu a tudo atentamente e respondeu que a liberdade para tratar bem a bola já existia. Só não queria que houvesse risco nos primeiros passes.
Ainda há, no Centro de Treinamento Luiz de Carvalho, quem acuse a comissão técnica de Scolari -- não o treinador diretamente -- de ter separado os grupos de modo a que os titulares treinassem longe dos demais. Esta seria uma das razões para desmotivar parte dos reservas. Profissionalismo passou longe do elenco, então? Nos primeiros dias de Vágner Mancini, notava-se a balança acima dos 100 quilos quando Diego Souza estava sobre ela.
Jogador de peso que é, Diego Souza foi o artilheiro do time e fez sua parte para livrar o Grêmio do rebaixamento. Dois gols contra o Atlético, gol contra o Corinthians, quatro nas últimas duas partidas, trinta gols na temporada. Diego não é o culpado. O Grêmio é. Bem administrado, superavitário, exemplar do ponto de vista da administração, ficou devendo na supervisão do trabalho do vestiário.
Um elenco com Rafinha, Geromel, Kannemann, Diego Souza, Douglas Costa, Ferreirinha e Borja, com R$ 15 milhões de folha em dia, tinha obrigação de disputar o título. Acabou rebaixado.
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