Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
Vencer e torcer por derrotas de Juventude e Bahia. Essa é a combinação que o Grêmio precisa, hoje (9), na última rodada do Campeonato Brasileiro, para escapar da Série B. Além de evitar o terceiro rebaixamento da história —e todo o abalo no moral da torcida—, o clube também luta para evitar uma perda de pelo menos R$ 96 milhões em 2022. Grêmio e Atlético-MG, e todos os demais jogos da 38ª rodada do Brasileirão, jogam às 21h (horário de Brasília). O Juventude recebe o Corinthians e o Bahia visita o Fortaleza.
"É o jogo mais importante dos últimos anos", resumiu Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.
E faz total sentido. Campeão da Copa do Brasil em 2016, vencedor da Copa Libertadores em 2017 e tetra do Campeonato Gaúcho, o Grêmio recebe o Atlético-MG para tentar se salvar em uma campanha na qual, até o momento, esteve o tempo todo entre os piores do Brasileirão.
Ao longo das últimas semanas, o Grêmio até chegou a flertar com o rebaixamento antecipado. Não caiu. E agora, tenta um milagre. O ar de raridade é pela combinação de resultados necessária —que Bahia e Juventude percam—, mas também pelo desempenho do time.
Esfacelado ao longo da temporada, por trocas de treinador em série, surto de covid-19 e problemas de relacionamento, o Grêmio também tem os desfalques dos ídolos Geromel e Kannemann na zaga, para a rodada derradeira. Assim como, pelo menos, mais quatro jogadores com algum tipo de lesão ou desconforto muscular. E às vésperas da 38ª rodada, ainda viu Douglas Costa ser protagonista de polêmica por festa de casamento no Copacabana Palace.
"Chance é chance. A chance de vencer uma partida existe e ela não vai de zero a 100. Chance é chance e acredito muito nisso ainda", disse Vagner Mancini, treinador gremista nas 14 rodadas finais do Brasileirão.
As finanças de um rebaixamento
Afora todo o aspecto esportivo, o Grêmio tem uma enorme preocupação com o possível rebaixamento: as finanças. O clube estima, neste momento, um orçamento de cerca de R$ 250 milhões para a próxima temporada. A redução chega a quase 50% do valor acumulado da atual temporada.
A dor de cabeça maior é com a queda de receitas. Premiações, cotas de direitos de transmissão e até quadro social. A conta superficial estima perda de quase R$ 100 milhões.
Os números se explicam, mesmo que em versão inicial. Rebaixado, o Grêmio não terá direito a nenhum prêmio por posição no atual Campeonato Brasileiro. As cifras para o primeiro time fora do Z4 são de R$ 11 milhões. Uma vaga à Copa Sul-Americana garante 900 mil dólares (R$ 4,9 milhões) como cota da fase de grupos. E tem, principalmente, a mudança de patamar na relação com a TV.
Na Série B, o Grêmio não receberá os valores atuais. O clube deve seguir os passos de Botafogo e Vasco, que optaram por fechar acordo explorando o número de pacotes do PPV (pay-per-view), ou seja, quantia variável de acordo com a comercialização. Atualmente, a estimativa gremista nos bastidores é de uma queda entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões na rubrica de TV.
Os quase R$ 100 milhões a menos se tornam ainda mais importantes pelo patamar atual do Grêmio, que tem folha salarial estimada em cerca de R$ 15 milhões mensais.
Grêmio e Atlético-MG, portanto, vale muito. Mas principalmente por aquilo que o dinheiro não pode comprar.
#gremio #imortal #tricolor #brasileirao #rebaixamento
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"É o jogo mais importante dos últimos anos", resumiu Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.
E faz total sentido. Campeão da Copa do Brasil em 2016, vencedor da Copa Libertadores em 2017 e tetra do Campeonato Gaúcho, o Grêmio recebe o Atlético-MG para tentar se salvar em uma campanha na qual, até o momento, esteve o tempo todo entre os piores do Brasileirão.
Ao longo das últimas semanas, o Grêmio até chegou a flertar com o rebaixamento antecipado. Não caiu. E agora, tenta um milagre. O ar de raridade é pela combinação de resultados necessária —que Bahia e Juventude percam—, mas também pelo desempenho do time.
Esfacelado ao longo da temporada, por trocas de treinador em série, surto de covid-19 e problemas de relacionamento, o Grêmio também tem os desfalques dos ídolos Geromel e Kannemann na zaga, para a rodada derradeira. Assim como, pelo menos, mais quatro jogadores com algum tipo de lesão ou desconforto muscular. E às vésperas da 38ª rodada, ainda viu Douglas Costa ser protagonista de polêmica por festa de casamento no Copacabana Palace.
"Chance é chance. A chance de vencer uma partida existe e ela não vai de zero a 100. Chance é chance e acredito muito nisso ainda", disse Vagner Mancini, treinador gremista nas 14 rodadas finais do Brasileirão.
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Afora todo o aspecto esportivo, o Grêmio tem uma enorme preocupação com o possível rebaixamento: as finanças. O clube estima, neste momento, um orçamento de cerca de R$ 250 milhões para a próxima temporada. A redução chega a quase 50% do valor acumulado da atual temporada.
A dor de cabeça maior é com a queda de receitas. Premiações, cotas de direitos de transmissão e até quadro social. A conta superficial estima perda de quase R$ 100 milhões.
Os números se explicam, mesmo que em versão inicial. Rebaixado, o Grêmio não terá direito a nenhum prêmio por posição no atual Campeonato Brasileiro. As cifras para o primeiro time fora do Z4 são de R$ 11 milhões. Uma vaga à Copa Sul-Americana garante 900 mil dólares (R$ 4,9 milhões) como cota da fase de grupos. E tem, principalmente, a mudança de patamar na relação com a TV.
Na Série B, o Grêmio não receberá os valores atuais. O clube deve seguir os passos de Botafogo e Vasco, que optaram por fechar acordo explorando o número de pacotes do PPV (pay-per-view), ou seja, quantia variável de acordo com a comercialização. Atualmente, a estimativa gremista nos bastidores é de uma queda entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões na rubrica de TV.
Os quase R$ 100 milhões a menos se tornam ainda mais importantes pelo patamar atual do Grêmio, que tem folha salarial estimada em cerca de R$ 15 milhões mensais.
Grêmio e Atlético-MG, portanto, vale muito. Mas principalmente por aquilo que o dinheiro não pode comprar.
#gremio #imortal #tricolor #brasileirao #rebaixamento
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