Com Rafinha e Vanderson suspensos, Vagner Mancini abre testes para definir lateral-direito no Grêmio

Tricolor terá uma improvisação na posição no jogo contra o São Paulo


Fonte: Gaúcha ZH

Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
A mesma sessão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que liberou o retorno de torcida à Arena para a partida contra o São Paulo também causou um problema na escalação do Grêmio. A suspensão de Rafinha por conta das ofensas à equipe de arbitragem na derrota para o Palmeiras deixou Vagner Mancini sem lateral-direito para o jogo desta quinta-feira (30) já que Vanderson recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Bahia. Os dois são os únicos jogadores da função no elenco após Leonardo Gomes ter sido um dos dispensados pela direção na segunda-feira, e Victor Ferraz ter o contrato rescindido no começo do mês.



A lateral direita é uma posição sem titular absoluto no Grêmio ao longo desta temporada. No Brasileirão, Vanderson e Rafinha se alternaram no posto. O jovem iniciou 22 partidas enquanto o veterano acabou sendo titular em 13 pelo setor. Essa rotação se deu também porque nenhum dos dois conseguiu na prática demonstrar a qualidade que se espera de ambos, como quase todo o elenco nessa campanha.


Nos últimos jogos, por exemplo, o Tricolor sofreu defensivamente nesse setor. Foi sob a marcação de Rafinha que Taison balançou as redes na vitória ao Inter no Gre-Nal. Rafinha também falhou no lance no qual Vitinho abriu o placar para o Flamengo, na Arena, na semana passada. Vanderson, que já havia errado de forma grosseira na derrota para o Atlético-GO — a primeira sob o comando de Mancini —, voltou a ter dificuldades defensivas contra o Bahia.


Essa inconstância da dupla pode fazer com que alguns torcedores não lamentem tanto as suspensões. Para Mancini, no entanto, a missão será achar no plantel alguém para atuar improvisado. Não há no grupo principal um atleta que tenha tido uma sequência como lateral-direito na carreira. O volante Mateus Sarará fez poucas partidas na transição na posição. Os zagueiros Rodrigues e Ruan e o atacante Alisson apenas atuaram na lateral em retas finais de alguns jogos. Alisson também é alternativa como ala em uma mudança para um sistema com três zagueiros.


Ex-meio-campista do Grêmio e atualmente treinador do time sub-23 do Cerro Porteño, Diego Gavilán atuou muitas vezes improvisado como lateral-direito. Ele ressalta ser fundamental que o jogador escolhido esteja com confiança para atuar em uma função diferente da natural.


"Em primeiro lugar, o jogador para se deslocar para outra função tem que estar confiante e seguro daquilo que ele vai agregar para o time. A partir daí o treinador deve conhecer as virtudes e limitações para o jogador que não é da posição. Essa foi minha mentalidade. Eu me senti seguro para poder ajudar a equipe porque a lateral era uma função completamente diferente da minha", recorda o paraguaio.


Ex-volante de origem, Carlos Gavião também se acostumou a atuar improvisado como lateral-direito. Ele acredita que o Grêmio terá uma perda natural por não contar com seus laterais principais e avalia que Mateus Sarará é uma opção que pode dar o maior equilíbrio ao setor dentro das alternativas de Mancini.


"Um jogador que não é da posição não vai ter a mesma desenvoltura de um lateral. Então depende da característica que o treinador vai querer ali. Um jogador ofensivo, como um atacante, seria uma opção fora do padrão que o Grêmio vem adotando. Zagueiro acaba sendo mais defensivo, você perde saída de bola. Às vezes botando mais um zagueiro confunde o restante da linha, o que pode deixar o time vulnerável. Em busca do equilíbrio, vejo o Sarará como um jogador com essa noção do espaço maior, que é acostumado a trabalhar com a linha defensiva", opina.


Contra o São Paulo, o Grêmio também terá mudança na lateral esquerda pela suspensão de Cortez, o que abre espaço para o retorno de Diogo Barbosa. Gavião ressalta que isso influenciará na decisão de Vagner Mancini.


"O Diogo Barbosa tem alguma dificuldade defensiva, mas é um lateral mais ofensivo que o Cortez. Penso que o Mancini vai ter cuidado para não desequilibrar muito. Não ter o Cortez pode pesar porque é uma dificuldade a mais ter um improvisado na direita e outro que não vinha jogando na esquerda. Isso ajuda a ir no caminho de ter uma improvisação mais para a linha defensiva. Aí você deixa para ser mais ofensivo pela esquerda", projeta.



Em uma situação tão delicada no Brasileirão, a necessidade de improvisar na lateral direita é apenas mais uma dificuldade para Vagner Mancini. O Grêmio precisa superá-la para vencer o São Paulo e manter viva a esperança de permanência na Série A para 2022.

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