Foto: Agência i7 / Mineirão
A cada vez que os perseguidores enxergam a possibilidade de que a pressão faça o Atlético-MG entrar numa sequência negativa, a resposta imediata amplia a sensação de uma contagem regressiva para o título após 50 anos.
Primeiro foi a queda na Libertadores, seguida por um primeiro tempo difícil e uma demonstração de força mental para bater o Internacional. Depois veio o Atlético-GO e a perda de uma invencibilidade longa, respondida com uma exibição convincente: 4 a 0 no bom time do Fortaleza pela Copa do Brasil. Agora, a derrota para o Flamengo, o desafiante mais próximo em termos de aproveitamento, não foi suficiente para gerar turbulência. Num jogo duríssimo, os 2 a 1 sobre o Grêmio recolocaram em dez pontos a vantagem para o Palmeiras e em 12 a diferença para o Rubro-Negro, este com dois jogos a menos.
A capacidade de superar ameaças de adversidades talvez seja o grande ponto positivo da sequência recente do Atlético-MG, hoje destacado favorito ao título nacional. Porque, a rigor, o desempenho tem ficado longe de algo brilhante nas últimas rodadas. É verdade que o Grêmio tem elenco incompatível com a posição na tabela, mas neste momento trata-se de um time em busca de um modelo de jogo definido, de formação, de equilíbrio. E foi melhor do que o Atlético-MG por 60 minutos, pelo menos.
O time de Cuca já oferecera uma versão extremamente pálida no Maracanã quando perdeu para o Flamengo. E por falar no Rubro-Negro, o empate de terça-feira em Curitiba mostrou algumas das deficiências estruturais da equipe de Renato Gaúcho. Tudo isso traça um perfil deste campeonato: os líderes do Brasileirão têm os melhores jogadores, fruto do maior poderio financeiro. Mas, nem de longe, têm os melhores trabalhos de construção de equipe.
Não é fácil o momento do Grêmio. É como se, em plena reta final, Vagner Mancini buscasse a formação ideal num momento de extrema urgência. No Mineirão, optou por um time mais forte no centro do campo e mais ágil à frente, com Douglas Costa e Ferreira iniciando nas pontas com “pé natural”, ou seja, um canhoto na esquerda e um destro na direita. Num jogo que teve fases, nem é possível dizer que não funcionou.
Após uma tentativa de pressão inicial do Atlético-MG, o domínio foi gremista, com Villasanti bloqueando Allan na saída de bola, os homens de frente dificultando o passe dos zagueiros e o time da casa sem fazer seu jogo fluir. O Grêmio tinha as melhores chances, o Atlético-MG o peso de sua dupla de ataque. Hulk nem fez grande jogo, mas Diego Costa empurrou Cortez para trás e fez a proteção até jogar como pivô e servir Zaracho.
Um tanto pelo momento dos times, pela necessidade do Grêmio, o fato é que havia espaço no Mineirão. O campo ficava grande com duas defesas que tendiam a correr para trás rapidamente, tentando proteger defensores mais lentos como Rever, pelo lado do Galo, e Geromel pelo Grêmio. O time de Mancini poderia ter empatado, ainda que a troca de Villasanti, que jogava bem, por Campaz não tenha produzido efeito no primeiro tempo. Mas o colombiano cresceu na segunda etapa, dando a criatividade que Mancini buscou com ele.
O que chama atenção é como o Atlético-MG teve dificuldade de estabelecer qualquer controle no jogo. É possível falar da natural ansiedade pela quebra do jejum de 50 anos, mas ao longo da temporada foi comum ver o time ficar distante do nível que o investimento sugeria. Claro que se trata de um ano atípico, de calendário especialmente duro, e a manutenção da base pode trazer uma equipe ainda mais forte em 2022. Por ora, o Atlético-MG cumpre mais uma expectativa de resultado do que de desempenho. E, mesmo assim, é até aqui o melhor time da competição com pouca margem para debate. Caso confirme o título, será legítimo vencedor.
Diante do Grêmio, buscava passes longos para tentar ligar ataques, depois apostou em marcar atrás após ficar em vantagem, mas raramente encontrava o escape. Por outro lado, o Grêmio é um time muito instável pelo nível de tensão em que se encontra. A ponto de ter piorado após o seu próprio gol, conquistado graças a uma atuação que deveria ser encorajadora.
A entrada de Jair elevou o nível de jogo atleticano, ainda que a criação de chances, outra vez, tenha ficado abaixo do desejável. O gol veio num pênalti, em lance meio fora do roteiro do jogo após toque de mão de Campaz na barreira. A esta altura, o Grêmio tinha poucas forças. Dá sinais de que, tecnicamente, pode lutar por uma salvação cada vez mais difícil. Mas o projeto esportivo turbulento e o fator emocional jogam contra. Já o Atlético-MG passa por testes duros e vence mesmo em jornadas de pouca inspiração. A cada rodada, oferece menos esperança a seus perseguidores. Do duelo no Mineirão, os donos da casa levaram os pontos, os visitantes ganharam uma razão para acreditar.
#gremio #imortal #tricolor #opiniao #atleticomg
VEJA TAMBÉM
- SEM CLUBE! Após novela, Juventus encerra vínculo com ex maestro do Grêmio
- ALÍVIO NO CAIXA!! Tricolor resolve pendência financeira e tenta permanência do atacante
- DE SAÍDA! Arthur busca novos rumos após rescisão com a Juventus: retorno é possível?
Primeiro foi a queda na Libertadores, seguida por um primeiro tempo difícil e uma demonstração de força mental para bater o Internacional. Depois veio o Atlético-GO e a perda de uma invencibilidade longa, respondida com uma exibição convincente: 4 a 0 no bom time do Fortaleza pela Copa do Brasil. Agora, a derrota para o Flamengo, o desafiante mais próximo em termos de aproveitamento, não foi suficiente para gerar turbulência. Num jogo duríssimo, os 2 a 1 sobre o Grêmio recolocaram em dez pontos a vantagem para o Palmeiras e em 12 a diferença para o Rubro-Negro, este com dois jogos a menos.
A capacidade de superar ameaças de adversidades talvez seja o grande ponto positivo da sequência recente do Atlético-MG, hoje destacado favorito ao título nacional. Porque, a rigor, o desempenho tem ficado longe de algo brilhante nas últimas rodadas. É verdade que o Grêmio tem elenco incompatível com a posição na tabela, mas neste momento trata-se de um time em busca de um modelo de jogo definido, de formação, de equilíbrio. E foi melhor do que o Atlético-MG por 60 minutos, pelo menos.
O time de Cuca já oferecera uma versão extremamente pálida no Maracanã quando perdeu para o Flamengo. E por falar no Rubro-Negro, o empate de terça-feira em Curitiba mostrou algumas das deficiências estruturais da equipe de Renato Gaúcho. Tudo isso traça um perfil deste campeonato: os líderes do Brasileirão têm os melhores jogadores, fruto do maior poderio financeiro. Mas, nem de longe, têm os melhores trabalhos de construção de equipe.
Não é fácil o momento do Grêmio. É como se, em plena reta final, Vagner Mancini buscasse a formação ideal num momento de extrema urgência. No Mineirão, optou por um time mais forte no centro do campo e mais ágil à frente, com Douglas Costa e Ferreira iniciando nas pontas com “pé natural”, ou seja, um canhoto na esquerda e um destro na direita. Num jogo que teve fases, nem é possível dizer que não funcionou.
Após uma tentativa de pressão inicial do Atlético-MG, o domínio foi gremista, com Villasanti bloqueando Allan na saída de bola, os homens de frente dificultando o passe dos zagueiros e o time da casa sem fazer seu jogo fluir. O Grêmio tinha as melhores chances, o Atlético-MG o peso de sua dupla de ataque. Hulk nem fez grande jogo, mas Diego Costa empurrou Cortez para trás e fez a proteção até jogar como pivô e servir Zaracho.
Um tanto pelo momento dos times, pela necessidade do Grêmio, o fato é que havia espaço no Mineirão. O campo ficava grande com duas defesas que tendiam a correr para trás rapidamente, tentando proteger defensores mais lentos como Rever, pelo lado do Galo, e Geromel pelo Grêmio. O time de Mancini poderia ter empatado, ainda que a troca de Villasanti, que jogava bem, por Campaz não tenha produzido efeito no primeiro tempo. Mas o colombiano cresceu na segunda etapa, dando a criatividade que Mancini buscou com ele.
O que chama atenção é como o Atlético-MG teve dificuldade de estabelecer qualquer controle no jogo. É possível falar da natural ansiedade pela quebra do jejum de 50 anos, mas ao longo da temporada foi comum ver o time ficar distante do nível que o investimento sugeria. Claro que se trata de um ano atípico, de calendário especialmente duro, e a manutenção da base pode trazer uma equipe ainda mais forte em 2022. Por ora, o Atlético-MG cumpre mais uma expectativa de resultado do que de desempenho. E, mesmo assim, é até aqui o melhor time da competição com pouca margem para debate. Caso confirme o título, será legítimo vencedor.
Diante do Grêmio, buscava passes longos para tentar ligar ataques, depois apostou em marcar atrás após ficar em vantagem, mas raramente encontrava o escape. Por outro lado, o Grêmio é um time muito instável pelo nível de tensão em que se encontra. A ponto de ter piorado após o seu próprio gol, conquistado graças a uma atuação que deveria ser encorajadora.
A entrada de Jair elevou o nível de jogo atleticano, ainda que a criação de chances, outra vez, tenha ficado abaixo do desejável. O gol veio num pênalti, em lance meio fora do roteiro do jogo após toque de mão de Campaz na barreira. A esta altura, o Grêmio tinha poucas forças. Dá sinais de que, tecnicamente, pode lutar por uma salvação cada vez mais difícil. Mas o projeto esportivo turbulento e o fator emocional jogam contra. Já o Atlético-MG passa por testes duros e vence mesmo em jornadas de pouca inspiração. A cada rodada, oferece menos esperança a seus perseguidores. Do duelo no Mineirão, os donos da casa levaram os pontos, os visitantes ganharam uma razão para acreditar.
#gremio #imortal #tricolor #opiniao #atleticomg
VEJA TAMBÉM
- SEM CLUBE! Após novela, Juventus encerra vínculo com ex maestro do Grêmio
- ALÍVIO NO CAIXA!! Tricolor resolve pendência financeira e tenta permanência do atacante
- DE SAÍDA! Arthur busca novos rumos após rescisão com a Juventus: retorno é possível?

Comentários
Comentários (1)
Com Cortez em campo, as crencas se esvaem.
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Bragantino e Grêmio jogam pela sobrevivência em duelo decisivo na tabela do Brasileiro
Atlético-MG atropela Grêmio e se aproxima do G-4, enquanto a equipe gaúcha vive crise alarmante
Grêmio enfrenta o Botafogo em duelo decisivo por sobrevivência no Brasileiro Feminino
Bragantino e Grêmio se encontram em Bragança em um duelo que pode mudar as aspirações na tabela
Desespero em Bragança: Grêmio tenta reverter crise e evitar afundar na zona de rebaixamento
Pressão no Grêmio: renovação de Carlos Vinícius esbarra em teto salarial e propostas tentadoras
Grêmio se prepara para desfalcar elenco e negociar até quatro jogadores antes da janela fechar
SEM CLUBE! Após novela, Juventus encerra vínculo com ex maestro do Grêmio
ALÍVIO NO CAIXA!! Tricolor resolve pendência financeira e tenta permanência do atacante
DE SAÍDA! Arthur busca novos rumos após rescisão com a Juventus: retorno é possível?
PERDEU O BRILHO?! Braithwaite em xeque: concorrência e lesão ameaçam protagonismo no Grêmio
MAICON ABRE O JOGO! Ex-capitão defende Renato e rebate crítica sobre treinos no Grêmio
PRONTO PARA ESTREAR! Danilo Barbosa é apresentado e revela conversa com Luís Castro
DIREÇÃO ERROU? Caso Monsalve expõe contradição na gestão do elenco do Grêmio
DE SAÍDA? Libertad demonstra interesse em Balbuena, que perdeu espaço no Grêmio
TREINO INTERROMPIDO! Raio assusta e Luís Castro encerra atividade do Grêmio
NOVIDADE NO GRÊMIO! Krovinovic pode ganhar primeira chance como titular