Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
A empolgação pelas mudanças na direção de futebol e na comissão técnica do Grêmio durou uma partida. No segundo jogo sob comando de Dênis Abrahão na vice-presidência e Vagner Mancini na casamata, o time voltou a cometer muitos erros, demonstrar instabilidade emocional e, por consequência, perder. Pela 14ª vez no Brasileirão. Agora, 2 a 0 para o Atlético-GO. O resultado manteve a equipe na penúltima posição, 26 pontos em 26 rodadas disputadas.
A sequência no campeonato tem Palmeiras (casa), Atlético-MG e Inter (fora). E para o jogo do domingo que vem, há uma longa lista de ausências: Paulo Miranda foi expulso, Rafinha, Ferreira, Luiz Fernando e Borja levaram o terceiro amarelo — o colombiano já não poderia atuar por estar emprestado pelo clube paulista.
Apesar de ter desperdiçado a sexta oportunidade de sair do Z-4, tanto Mancini quanto Abrahão trataram de motivar torcida, tentar mudar ambiente e criar um novo fato para enfrentar o Palmeiras. Mancini, depois de explicar, ao seu estilo, com fala mais ponderada, algumas questões de jogo, fez uma frase de efeito, que veio junto de uma promessa:
"Eu não tenho dúvida que a gente vai permanecer na Série A. Se tiver que derramar sangue azul, a gente vai derramar".
Já o dirigente, que é um frasista na essência, completou:
"Falei para os jogadores que a responsabilidade é minha, não tem problema. Temos o controle total da situação. As dificuldades fazem com que a gente cresça. Sabemos os erros que cometemos, vamos continuar trabalhando, transpirando. Os jogadores estão abatidos hoje, mas amanhã estarão recuperados. A vida é assim".
Frases e promessas à parte, treinador e dirigente consideraram que o Grêmio fez um "grande primeiro tempo" e que "só faltou o gol". Abrahão afirmou, inclusive, que o time chegou a ter o "algo a mais", mesmo que não tenha vencido.
Mancini tentou explicar as trocas. A substituição que teve a entrada de Borja no lugar de Jean Pyerre, deixando o time com dois atacantes, foi a mais questionada. Segundo o treinador, a mexida se deu para ter "dois goleadores" em campo. E, em sua visão, não haveria problema na criação porque as jogadas estavam ocorrendo pelos lados do campo, em cruzamentos.
"A intenção era povoar a área para que ter mais condições de finalização, com dois artilheiros. A partir do momento que a proposta não dava certo, eu retirei o Diego. Foi logo depois do pênalti? Foi. Mas a gente não consegue prever o que vai acontecer. Queria que tivéssemos mais artilheiros. O Grêmio, naquele momento, precisava fazer gol", disse o treinador, que completou com uma analogia:
"Começamos essa formação para jogar por fora. A gente perde o cérebro (Jean), mas tem volume pelos lados. São estratégias. O jogo de futebol está muito próximo de um jogo de xadrez. Quando perde uma peça importante, começa a não conseguir bloquear o adversário".
No tabuleiro de Mancini, o momento será de novas peças. Para a zaga, a expectativa é pelo retorno de Geromel. Caso não possa jogar, Ruan vai para o jogo. Na lateral esquerda, a tendência é pela entrada de Cortez. As demais ausências são de reservas (exceto Borja, que será substituído por Diego Souza).
#gremio #imortal #tricolor #atleticogo #brasileirao
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Apesar de ter desperdiçado a sexta oportunidade de sair do Z-4, tanto Mancini quanto Abrahão trataram de motivar torcida, tentar mudar ambiente e criar um novo fato para enfrentar o Palmeiras. Mancini, depois de explicar, ao seu estilo, com fala mais ponderada, algumas questões de jogo, fez uma frase de efeito, que veio junto de uma promessa:
"Eu não tenho dúvida que a gente vai permanecer na Série A. Se tiver que derramar sangue azul, a gente vai derramar".
Já o dirigente, que é um frasista na essência, completou:
"Falei para os jogadores que a responsabilidade é minha, não tem problema. Temos o controle total da situação. As dificuldades fazem com que a gente cresça. Sabemos os erros que cometemos, vamos continuar trabalhando, transpirando. Os jogadores estão abatidos hoje, mas amanhã estarão recuperados. A vida é assim".
Frases e promessas à parte, treinador e dirigente consideraram que o Grêmio fez um "grande primeiro tempo" e que "só faltou o gol". Abrahão afirmou, inclusive, que o time chegou a ter o "algo a mais", mesmo que não tenha vencido.
Mancini tentou explicar as trocas. A substituição que teve a entrada de Borja no lugar de Jean Pyerre, deixando o time com dois atacantes, foi a mais questionada. Segundo o treinador, a mexida se deu para ter "dois goleadores" em campo. E, em sua visão, não haveria problema na criação porque as jogadas estavam ocorrendo pelos lados do campo, em cruzamentos.
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"Começamos essa formação para jogar por fora. A gente perde o cérebro (Jean), mas tem volume pelos lados. São estratégias. O jogo de futebol está muito próximo de um jogo de xadrez. Quando perde uma peça importante, começa a não conseguir bloquear o adversário".
No tabuleiro de Mancini, o momento será de novas peças. Para a zaga, a expectativa é pelo retorno de Geromel. Caso não possa jogar, Ruan vai para o jogo. Na lateral esquerda, a tendência é pela entrada de Cortez. As demais ausências são de reservas (exceto Borja, que será substituído por Diego Souza).
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