Foto: Getty Images
Um jornalista que vira auxiliar técnico durante a pré-temporada de um clube do interior. Este é o roteiro da websérie "Duda Vai à Casamata", que estreia nesta segunda-feira (11), no YouTube. O comunicador Duda Garbi mostra o mês de preparação do Esporte Clube Igrejinha para a disputa da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. O primeiro episódio tem participação de Cléber Xavier, auxiliar técnico de Tite na seleção brasileira, Rafael Vieira, ex-Cruzeiro, Grêmio e Corinthians, e Celso Roth. O trio lembra histórias e distribui dicas para guiar o protagonista.
A série terá seis episódios de até 25 minutos. As cenas foram gravadas em julho, na preparação para a segunda divisão do futebol gaúcho, há 90 quilômetros de Porto Alegre.
"Tem uma parte que é documentário mesmo, eu pergunto ao treinador e a gente mostra como se fosse um registro. Tem uma pegada onde eu participo dos treinos, o treinador me diz o que tenho de fazer, e aí eu participo. Então nessa hora é meio que reality show. E tem a hora em que a comissão se reúne, eu estou lá e observo de perto", conta Duda Garbi.
Ex-comunicador do Grupo RBS, Duda já lançou uma websérie onde muda de lado. No início do ano, o jornalista assinou contrato e fez parte do elenco do São José-POA. Agora, a história a ser contada é a outra visão do vestiário.
"A minha experiência no São José, onde fiquei três meses, me ajudou. Eu ouvi jogadores e agora vi o outro lado. É muito mais fácil ser jogador, sabe? É minha opinião depois de três meses como jogador e um mês e meio na comissão técnica. O treinador tem um limite, que é dar o treino. O jogador pode mudar pelas próprias mãos, então ele tem mais poder de fazer as coisas. E quando não dá certo, estoura no treinador, na maioria das vezes. Eu vi essa diferença. É muito difícil mesmo", explica.
O período no Igrejinha foi de imersão total. Com direito a hospedagem na cidade e relação próxima com funcionários e dia a dia do clube. As reações no vestiário ganham destaque ao longo da série, assim como personagens do elenco.
"Existe uma dificuldade gigantesca em fazer gestão de grupo, líder em meio a pessoas. Dei mais valores aos treinadores vencedores. Sinceramente? É muito, muito difícil trabalhar num vestiário. Uma coisa é achar como é e outra é ver. Uma coisa é ver a reação de quem está fora do time e se abate na hora da preleção. E além das reações, positivas ou negativas, ter uma estratégia, ser claro na hora de transmitir e fazer todo mundo comprar a ideia", aponta o jornalista.
Os "mentores" do novo auxiliar
No primeiro episódio, Duda Garbi aparece conhecendo a estrutura e comissão técnica do Igrejinha. E também conversa com profissionais do futebol para buscar dicas. Cléber Xavier, auxiliar da seleção brasileira, falou sobre a "gestão humanizada" com o elenco.
"Eu estou com o Tite há 20 anos e a gente desenvolveu essa maneira, essa forma, de gestão. Alguns atletas que trabalharam com a gente nos deram toques, dicas, de como fazer. E antes de falar com os atletas, é preciso falar primeiro com um jogador. As coisas precisam ficar ali no processo, não podem sair. Não pode chegar na imprensa, na torcida. Nunca se pode expor o atleta", detalhou Cléber Xavier.
Rafael Viera, analista de desempenho da comissão técnica de Mano Menezes em vários clubes, deu depoimento sobre a rotina de trabalho de parte do grupo do treinador.
"A rotina do futebol é loucura total, sabe? Dependendo do calendário, a gente vê uns 200 jogos por ano. E ao chegar em casa, a gente ainda senta no sofá e assiste mais um joguinho. 'Ah, vou ver a (Série) B aqui. Vai que tem um jogador, né?'", brincou.
Celso Roth, treinador campeão da Copa Libertadores de 2010, também aparece conversando com Duda Garbi. O ex-técnico de Grêmio, Inter, Palmeiras e Cruzeiro lembrou o papel até estratégico do auxiliar no vestiário.
"O auxiliar tem que saber dar opinião no momento certo e da forma certa. Dizer o que o treinador precisa ouvir (...) Tem que falar a linguagem do jogador também, porque muitas vezes os jogadores não têm coragem de falar o que pensam ao treinador".
#gremio #imortal #tricolor #celsoroth #treinador
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A série terá seis episódios de até 25 minutos. As cenas foram gravadas em julho, na preparação para a segunda divisão do futebol gaúcho, há 90 quilômetros de Porto Alegre.
"Tem uma parte que é documentário mesmo, eu pergunto ao treinador e a gente mostra como se fosse um registro. Tem uma pegada onde eu participo dos treinos, o treinador me diz o que tenho de fazer, e aí eu participo. Então nessa hora é meio que reality show. E tem a hora em que a comissão se reúne, eu estou lá e observo de perto", conta Duda Garbi.
Ex-comunicador do Grupo RBS, Duda já lançou uma websérie onde muda de lado. No início do ano, o jornalista assinou contrato e fez parte do elenco do São José-POA. Agora, a história a ser contada é a outra visão do vestiário.
"A minha experiência no São José, onde fiquei três meses, me ajudou. Eu ouvi jogadores e agora vi o outro lado. É muito mais fácil ser jogador, sabe? É minha opinião depois de três meses como jogador e um mês e meio na comissão técnica. O treinador tem um limite, que é dar o treino. O jogador pode mudar pelas próprias mãos, então ele tem mais poder de fazer as coisas. E quando não dá certo, estoura no treinador, na maioria das vezes. Eu vi essa diferença. É muito difícil mesmo", explica.
O período no Igrejinha foi de imersão total. Com direito a hospedagem na cidade e relação próxima com funcionários e dia a dia do clube. As reações no vestiário ganham destaque ao longo da série, assim como personagens do elenco.
"Existe uma dificuldade gigantesca em fazer gestão de grupo, líder em meio a pessoas. Dei mais valores aos treinadores vencedores. Sinceramente? É muito, muito difícil trabalhar num vestiário. Uma coisa é achar como é e outra é ver. Uma coisa é ver a reação de quem está fora do time e se abate na hora da preleção. E além das reações, positivas ou negativas, ter uma estratégia, ser claro na hora de transmitir e fazer todo mundo comprar a ideia", aponta o jornalista.
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No primeiro episódio, Duda Garbi aparece conhecendo a estrutura e comissão técnica do Igrejinha. E também conversa com profissionais do futebol para buscar dicas. Cléber Xavier, auxiliar da seleção brasileira, falou sobre a "gestão humanizada" com o elenco.
"Eu estou com o Tite há 20 anos e a gente desenvolveu essa maneira, essa forma, de gestão. Alguns atletas que trabalharam com a gente nos deram toques, dicas, de como fazer. E antes de falar com os atletas, é preciso falar primeiro com um jogador. As coisas precisam ficar ali no processo, não podem sair. Não pode chegar na imprensa, na torcida. Nunca se pode expor o atleta", detalhou Cléber Xavier.
Rafael Viera, analista de desempenho da comissão técnica de Mano Menezes em vários clubes, deu depoimento sobre a rotina de trabalho de parte do grupo do treinador.
"A rotina do futebol é loucura total, sabe? Dependendo do calendário, a gente vê uns 200 jogos por ano. E ao chegar em casa, a gente ainda senta no sofá e assiste mais um joguinho. 'Ah, vou ver a (Série) B aqui. Vai que tem um jogador, né?'", brincou.
Celso Roth, treinador campeão da Copa Libertadores de 2010, também aparece conversando com Duda Garbi. O ex-técnico de Grêmio, Inter, Palmeiras e Cruzeiro lembrou o papel até estratégico do auxiliar no vestiário.
"O auxiliar tem que saber dar opinião no momento certo e da forma certa. Dizer o que o treinador precisa ouvir (...) Tem que falar a linguagem do jogador também, porque muitas vezes os jogadores não têm coragem de falar o que pensam ao treinador".
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